Descrição

Junto à ponte que liga os lugares de Paraduça e Ervedoso, esta queda de água assume o nome de cascata do Poço do Linho alegadamente porque, em tempos passados, as mulheres lavavam o linho no poço que ali se forma. A queda de água principal, com cerca de 8 metros de desnível, é secundada por outras quedas de menor dimensão, galgando um importante desnível desde o planalto da Freita até ao desaguar no rio Teixeira. Há cerca de 2 milhões de anos, a rede hidrográfica do rio Paraduça desenvolveu um progressivo encaixe no maciço granítico de Junqueira. As fraturas ortogonais, que ocorrem na rocha granítica, estão na origem da fragilidade que proporcionou a progressão da erosão fluvial deste rio.

Rodízio do Moinho
Antiopa
Erva-pombinha
Quedas de água
Selo-de-salomão
Feto-real

Património Natural

A ribeira de Paraduça é um afluente do rio Teixeira e, como tal, herda a impressionante biodiversidade que o caracteriza. Nos bosques ribeirinhos podemos observar a graciosa borboleta antiopa e o feto-real, e nos carvalhais que os rodeiam são frequentes a erva-pombinha, o selo-de-salomão e passeriformes, como o chapim e o dom-fafe. Bastante mais rara e esquiva é a toupeira-de-água, espécie protegida que necessita de rios em excelente estado de conservação para subsistir. Na ribeira mesmo abaixo da aldeia de Paraduça, o adernal desenvolve-se em todo o seu esplendor, contando com espécies como o aderno, a murta, o aderno – de -folhas - estreitas e o medronheiro no seu cortejo florístico.

Cascata do Poço do Linho
Rota de Moinhos de Paraduça

Património Cultural

Um pouco acima da cascata do Poço do Linho temos a rota de moinhos de Paraduça que conta com três moinhos totalmente recuperados. Neles podemos observar as penas do rodízio a aproveitarem a energia potencial da água para acionar o movimento rotativo da mó e, assim, esmagar o milho para produzir a almejada farinha.